Eleitor conectado

Por: Laércio Menegaz Júnior


Foto: Ricardo Beppler

As eleições de 2018 e 2020 têm algo em comum e uma diferença. Em comum, o digital que, nesse ano, por conta da pandemia, será muito mais virtual. Em 2018, foi a eleição do “candidato novo”. Em 2020, será a vez do “candidato preparado”. A população vai optar por líderes preparados. Acabou aquela “onda 2018” que bastava ser” antipolítico” ou “antissistema”. É a hora de apresentar soluções. E aqui vai uma sugestão: esteja pronto em três temas principais desta eleição: a pauta econômica (como gerar emprego e renda nos municípios), saúde (como repensar saúde municipal na pandemia e na pós-pandemia) e também as pautas mais locais, que varia de cidade para cidade. Numa campanha extremamente digital, siga a lógica: ser líder, ser conhecido, estar adequado e sintonizado com o atual momento dos desafios de sua cidade e do mundo. Viva a democracia!

Mobilização on-line e off-line

Uma tendência que surge nesta eleição, em virtude da pandemia do novo Coronavírus, é realizar lançamento de pré-campanha e campanha em plataformas digitais fechadas, com o convite para as pessoas participarem por meio de um link, enviado pela militância. Cada vez mais, a mobilização da equipe, organizar uma lista de transmissão e conhecimento em marketing de rede vai gerar engajamento e construção de reputação do candidato perante seus eleitores. O profissionalismo e o engajamento serão os diferenciais mais notados pela população. Quem errar menos tem mais chance de vencer.

Agora é que são elas

As mulheres conquistaram seu direito ao voto mais tarde que os homens. A presença delas, na política, tem ganhado cada vez mais espaço no universo político. Mesmo com todo o cenário favorável, a presença feminina, principalmente no Poder Legislativo, é bem abaixo da importância da sua representação na sociedade. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), desde o início dos anos 90, vem adotando uma série de regras eleitorais visando aumentar a quantidade de mulheres candidatas e eleitas em pleitos eleitorais. Os partidos com os incentivos criados pela Lei e a fiscalização constante do TSE estão estimulando e mobilizando o aumento da participação de mulheres no processo político eleitoral. Nas eleições de 2020, cada partido deverá, individualmente, indicar o mínimo de 30% de mulheres filiadas para concorrer no pleito. Por isso, os partidos deverão ficar atentos em mobilizar a presença feminina para participar e quem sabe conquistar, cada vez mais, espaço no Poder Executivo ou Legislativo. Há uma tendência mundial em incentivar as mulheres na política, para promover a igualdade de direitos.


Foto: Freepik.com

A importância do voto

Voto nulo é nulo, ponto e pronto. Não muda nada, não expressa protesto. Na verdade, se a maioria votar nulo, esses votos são descartados e ganha o candidato que tiver o maior número de votos válidos. Por isso, o voto precisa ser exercido. As nossas escolhas políticas influenciam nas nossas vidas, naquilo que a gente come, no que se produz, no crescimento da nossa cidade. O castigo de quem não gosta de política é ser comandado por quem gosta.

Fake news

O enfrentamento à desinformação provocado pelas notícias falsas à imagem e à credibilidade nesta eleição será um dos principais desafios dos poderes. As atuações dos disseminadores de fake news encontrarão uma população um pouco mais conscientizada, instituições mais preparadas para lidar com o assunto e, em alguns casos, a legislação para limitar eventuais abusos. Todo o trabalho do Judiciário, no entanto, não é suficiente para controlar o fenômeno da desinformação. O povo, em geral, precisa encontrar mecanismos para dissociar uma informação verdadeira de uma falsa e, assim, propiciar um processo democrático transparente e justo.

O sucesso de uma eleição depende de uma boa pesquisa

Muitos que iniciam uma campanha não a dão valor, visto que não se preocupam em fazer uma boa pesquisa, ter um planejamento estratégico e executar as ações. A pesquisa é o primeiro passo para iniciar uma eleição. Quem não sabe para onde vai qualquer vento serve. Em 2018, a tendência do eleitor era votar no candidato diferente, fora do sistema e antipolítico. Em 2020, o eleitor irá procurar líderes que passem segurança, que estejam preparados aos desafios municipais. Não será mais o novo pelo novo. Pesquisa, para um consultor político, eu comparo como exames para os médicos. O médico nada mais é que um consultor de saúde. Com os exames e as pesquisas em mãos, ambos avaliam o cenário e apontam o diagnóstico e os “remédios” com base nos problemas detectados. São fundamentais nas tomadas de decisões. Procure um instituto de pesquisa confiável para ter a leitura necessária da direção que se deve ir, a fim de ter sucesso numa eleição.

DIAP

Um levantamento do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) indica recorde de deputados e senadores que são pré-candidatos a prefeito ou vice nas eleições de 2020. O número dos possíveis candidatos chega a 125, o maior índice já registrado desde 1996.

Corrida à casa branca

A presença feminina na política também tem um poderoso incentivo na mais importante eleição do planeta. A senadora Kamala Harris foi anunciada como candidata à vice-presidência dos Estados Unidos, na chapa liderada pelo democrata Joe Biden. Advogada e descendente de indianos, marca presença de destaque na oposição a Donald Trump, que busca a reeleição. Sinal inequívoco de que a participação feminina, embora ainda seja tímida, começa a ganhar valor na mensagem que um bloco político pretende transmitir aos eleitores. Uma tendência que chegou para ficar.

Os segredos do impulsionamento

A eleição de 2020 será a primeira municipal em que os candidatos poderão fazer propaganda eleitoral com impulsionamento de suas postagens em redes sociais. É uma grande oportunidade de atingir um grande público, mas será ainda melhor para quem tiver suporte técnico de obter o melhor custo-benefício. Basta avaliar que, provavelmente, haverá centenas ou até milhares de candidatos utilizando o recurso em cada município. A única forma de se destacar é ter ao seu lado um profissional de comunicação que lhe oriente sobre técnicas de segmentação, para fazer com que o recurso empregado faça a mensagem chegar ao público certo.

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