Neuromarketing e marca pessoal

Por: Rejane Toigo


Foto: Weslei Torezan

A maneira como as pessoas nos veem é uma consequência das sensações que proporcionamos a elas. E são essas sensações que influenciam a decisão de gostar ou não de nós, bem como, por consequência, de comprar ou não de nós, também.

Nosso modo de vestir, o tom de voz e até as palavras escolhidas determinam a maneira como vamos nos posicionar na mente das pessoas. Devemos ter a consciência de que, antes de comprar de nós, as pessoas compram a nossa imagem e aquilo que passamos a elas. Portanto, nossa personalidade é um ativo. É também uma marca.

Neurociência + Marketing

O Neuromarketing é a união entre neurociência e marketing para demonstrar quais razões levam o consumidor a escolher determinadas marcas e repudiar outras. As descobertas da Neurociência são relativamente novas, pois estão atreladas ao advento das tecnologias que permitem observar o cérebro em funcionamento.

Hoje, é possível saber quais impulsos acontecem no cérebro enquanto meditamos, vemos fotos de pessoas queridas e até imagens de horror. É papel da neurociência correlacionar essas funções biológicas ao nosso comportamento. E do neuromarketing entender como essas funções biológicas determinam nosso comportamento de consumo.

Então, não ponderamos as escolhas?

Se seres humanos são capazes de correlacionar eventos, isso se deve ao desenvolvimento do sistema nervoso central que possui uma região especializada no pensamento cartesiano e lógico.

Entendemos as quatro estações do ano e correlacionamos ao ciclo que a Terra faz ao redor do sol. Um cachorro é incapaz de fazer a mesma associação, pois seu cérebro não é cognitivamente dotado dessa capacidade.

Entretanto, a parte lógica do cérebro, aquela que analisa e pondera a situação, é profundamente influenciada pelo que sentimos ou lembramos no momento em que precisamos tomar uma decisão.

“Por isso, para disseminar nossas ideias de forma eficiente e influenciar pessoas, precisamos causar sensações quando falamos ou quando emitimos nossas opiniões.”

E é essa capacidade de influenciar o cérebro das pessoas que vai determinar uma marca pessoal forte, com poder de mudar o comportamento da audiência e querendo levar pessoas a pagar por produtos ou serviços.

Aí, o conjunto da composição conta: nossa voz, nossa aparência, nossa velocidade de falar e se mover, nosso sorriso ou não sorriso… a forma como dizemos e o momento em que dizemos…

Ou seja, todo o contexto em que estamos nos apresentando é captado pelos nossos sentidos e interpretado pelo cérebro de forma inconsciente para formar sensações que levam a um veredicto: eu gosto ou eu não gosto. Eu quero ou eu não quero.

E todo esse conjunto importa tanto quanto o que dizemos para exercer nossa tão desejada influência e com isso desenvolver uma marca pessoal magnética, forte e interessante.

Todo comportamento tem uma raiz biológica

Quando se trata de tomar decisões, o cérebro reage exatamente igual ao escolher comprar uma marca de roupa ou decidir parar para ouvir uma pessoa falar. Todo comportamento está relacionado a reações químicas no cérebro. Desde o interesse por um parceiro sexual, até a escolha de investir o dinheiro na bolsa de valores ou comprar um determinado produto.

Segundo descobertas em neurociência, não somos capazes de tomar decisões sem que haja envolvimento do sistema límbico, que é a parte emocional do cérebro. Se decidimos comprar, trata-se de uma decisão emocional. Se decidimos economizar, também é.

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