Nomadismo digital pode se tornar uma tendência nos próximos anos


Foto: Matheus de Souza

Especialistas apontam que quando a pandemia de Covid-19 acabar, e a maioria das fronteiras reabrirem, muitas pessoas que experimentaram o trabalho remoto podem aderir ao nomadismo digital. O escritor Matheus de Souza faz parte deste grupo de nômades modernos, que independem de localização e usam tecnologia para realizar seu trabalho.


Os nômades digitais trabalham remotamente, trabalhando à distância, em vez de estarem fisicamente presentes na sede ou no escritório de uma empresa “Desde janeiro de 2017 trabalho 100% de forma remota, então, neste sentido, a pandemia não afetou muito a minha rotina. No início eu estava na Tailândia e, duas semanas após chegar no país, as fronteiras foram fechadas. Existia a opção de voltar para o Brasil, porém, decidi ficar. O governo tailandês seguiu as recomendações da OMS e em 2020 teve pouco mais de 60 mortes (60 mesmo, não 60 mil). Olhando em retrospecto, minha decisão se mostrou acertada”, conta.


Trabalho remoto

Como já estava mais que acostumado ao trabalho remoto, o escritor foi, inclusive, procurado por empresas para treinar equipes. “Atendi várias empresas e também muitos pedidos de conselhos. “O que tenho dito desde o começo da pandemia é que isso que estamos vivendo agora não é o trabalho remoto como deve ser. Muita gente foi pega de surpresa e se viu obrigada a trabalhar de forma remota, sem ter o mínimo de estrutura (um quarto transformado em escritório, por exemplo) e ainda tendo que cuidar dos filhos que estavam impedidos de ir para a escola. Para que as pessoas possam usufruir 100% dos benefícios do trabalho remoto, o indicado é que a transição seja feita de forma planejada”, alerta.


O futuro

A maioria dos nômades digitais não pôde viajar o tanto quanto gostaria por causa da pandemia de Covid-19. No caso de Matheus, depois de passar alguns meses na Tailândia, foi passar um tempo em Buenos Aires, onde está até hoje. “Muitos países estão com as fronteiras fechadas, esperando que a população mundial seja vacinada. Enquanto não for vacinado, creio que ficarei por aqui. Com a descoberta do trabalho remoto por muitos profissionais durante a pandemia, imagino que o nomadismo digital se torne uma tendência nos próximos anos. Mas, no momento, tanto eu quanto outros nômades que querem continuar viajando não temos muito o que fazer, senão esperar pela vacina”, finaliza.


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