O Jesus das outras religiões, quem é Ele e como é visto?


A religião sempre esteve ligada ao ser humano como uma tentativa de explicar o surgimento do mundo. Ao se deparar com a vida, logo ele indaga sobre a própria existência e os mistérios em torno da morte. A partir daí, junto com o viés da adoração, uma vez que o homem também tem a necessidade de adorar algo maior do que ele ou até mesmo a si mesmo, tem início um processo de ressignificação, dando-lhe sentido e direção.


Desde os tempos mais remotos, há registros do homem prestando adoração a algo que, na época, ele julgava ter poder de lhe oferecer ou tomar algo: os deuses gregos, que eram metade homens, metade divinos; os deuses romanos, imortais travestidos com totens de guerra; e os deuses egípcios, considerados divindades onipresentes e metamórficas, todos sempre usados para explanar a formação do mundo, os fenômenos da natureza e os sentimentos do homem.

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Mesmo após séculos, este tipo de adoração continua, mas hoje, com as mais diferentes religiões. Para se ter uma ideia, de acordo com dados divulgados pelo projeto Religião e Vida Pública do Pew Research, oito em cada dez pessoas se identificam com algum grupo religioso. Um estudo realizado pelo fórum mostra, ainda, que em 2010 cerca de 5,8 bilhões de pessoas, 84% de toda a população mundial, estavam afiliadas a alguma religião.


A pesquisa, que tem base em estudos demográficos de 230 países e territórios, também mostra que em todo o mundo há, aproximadamente, 2,2 bilhões de cristãos, 1,6 bilhão de muçulmanos, 1 bilhão de hindus, quase 500 milhões de budistas e 14 milhões de judeus. Além disso, religiões como as tradicionais africanas, folclóricas chinesas, nativos americanos e aborígenes australianas somam mais de 400 milhões de pessoas.


Já no Brasil, segundo pesquisa Datafolha publicada em 2020, 50% dos brasileiros são católicos; 31%, evangélicos; 10% não possuem religião; 3% são espíritas; 2% são seguidores da umbanda, candomblé e outras religiões afro-brasileiras; 1% consideram-se ateus; e apenas 0,3% são judeus.



Mesmo com tantas pesquisas e histórias, não há um registro definitivo de como ou onde iniciaram as religiões. Para a teóloga Simone Nascimento Alves, o que pode se afirmar é que há um motivo por trás do surgimento. “O ser humano foi criado para ter um convívio pleno com o seu criador, mas isso foi quebrado, esse relacionamento foi interrompido. Desde então, o homem busca essa ligação do finito com o infinito, da criatura com o criador, de sanar esse vazio existencial”, declara a estudiosa.