Outubro Rosa: inicia o mês de prevenção


Foto: Becca Tapert

O mês de outubro chegou e com ele o alerta para prevenção do câncer de mama e também de colo do útero, por meio da campanha Outubro Rosa. De acordo com especialistas, o diagnóstico precoce traz cerca de 95% de chance de cura. "Por isso, a importância de estarmos atentas às medidas de prevenção, como a realização da mamografia anualmente, a partir dos 40 anos e a observação do seu próprio corpo”, explica a médica Oncologista da equipe, Dra. Fernanda Daltoé.


Dados do Instituto Nacional de Câncer estimam que mais de 60 mil novos casos de câncer de mama devem ser registrados só em 2020. Mas segundo a sociedade brasileira de mastologia, nos últimos cinco anos, o número de mulheres que conseguiram fazer a mamografia pelo SUS caiu. Os dados preocupam, já que o exame é muito importante para detectar o câncer de mama, seja no começo ou em estágio avançado.


Outro índice alarmante é o de aumento de casos em mulheres cada vez mais novas nos últimos 10 anos, principalmente na faixa etária entre os 30 e os 50 anos de idade. "Mais de 45% dos casos são em mulheres com menos de 50 anos. Chegamos a ter alguns casos em mulheres com menos de 30 anos. Recomendamos uma autoconsciência corporal e visitas periódicas aos ginecologistas. A mama é diferente a cada dia e fica difícil perceber a alteração, mas o importante é uma observação mais detalhada após as menstruações. Quem tem histórico familiar deve começar o rastreamento 10 anos antes da idade em que o paciente mais jovem da família foi diagnosticado", pontua o médico mastologista Luciano Rangel.


Já a médica Adriana Magalhães de Oliveira Freitas, presidente em Santa Catarina da Sociedade Brasileira de Mastologia, ressalta que o objetivo da campanha Outubro Rosa é identificar aquele câncer de mama silencioso. "O que a gente pede é uma avaliação de qualidade. Isso porque muitas mulheres fazem os exames mas não retornam ao médico. O médico atento na hora da consulta consegue perceber detalhes que às vezes o exame não pontuou. É necessário ouvir os conselhos médicos para todos os casos, de quem tem diagnóstico positivo ou não. No Brasil, 20% dos casos acontecem em mulheres jovens", frisou.

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