Para ter resultados diferentes, é preciso fazer diferente


Fotos: Davi Nascimento

Por Vanessa Mendes


Um Victor muito feliz. De pés descalços, com o coração leve e tranquilo. Voz calma e envolto de emoção quando falamos sobre a infância, família e missão de vida. Doutor Victor Sorrentino, por mera formalidade, pois dispensa o título, recebeu a equipe da Vision Business em sua casa, em Porto Alegre, para uma entrevista exclusiva e com sessão de fotos por Davi Nascimento.


Foi um bate-papo tão fluido que nem o avançar da hora percebemos. Transparente, educado e com uma habilidade ímpar para traduzir e ‘quebrar os tabus da medicina’, ele nos relatou sua trajetória. A ‘fama’ de polêmico, desmistificamos. Bastaram poucos minutos para compreender a sua essência e entender que é um profissional de valores, que preza por uma atuação mais humana na área da saúde.





O médico gaúcho, aos 42 anos, tem como missão ajudar as pessoas a transformarem pensamentos e atitudes por meio da chamada Medicina Integrativa. Sorrentino nos encoraja a assumir o controle de nossa vida e o controle de nossa saúde. Tanto que a sua verdade é oferecer ao paciente um caminho mais seguro. Nas redes sociais, incentiva uma vida saudável, de qualidade e longeva.


Pregador da ciência da saúde, dos hábitos de vida, seu despertar para uma medicina moderna, atualizada e preventiva ocorreu após ele próprio avaliar sua saúde aos 27 anos. Mesmo sem estar doente, tomava dois medicamentos controlados por dia, para ter mais energia e aguentar uma rotina exaustiva.


Hoje, com plena saúde e disposição, atua também como escritor, professor e palestrante internacional. Filho de um renomado cirurgião plástico, Victor respirou medicina desde cedo. Iniciou suas especializações em cirurgia geral e plástica, seguindo o legado familiar. Mas acabou apaixonando-se pela medicina funcional e partiu para pós-graduações nesse vasto campo da medicina, dentro e fora do Brasil.


Nas próximas páginas, convidamos você a apreciar a história de um profissional que não tolera injustiça, desonestidade, falta de integridade, compaixão, empatia, bondade e benevolência. Basta mexer com uma criança ou um idoso que o superprotetor com alma de guerreiro entra em ação.


"Eu era com toda certeza, o que não poderia falhar".

“Para pensar na frente, tem que pensar na base. Para mudar o futuro, tem que mudar a forma de nascer”. Essa foi uma de suas declarações na edição 2020 do Fator X, em São Paulo. Ovacionado por mais de 8 mil pessoas, o que esta frase tem a dizer sobre o Doutor Victor Sorrentino?

Tem tudo a ver com a minha vida, com a vida da minha família e com o que aconteceu ao longo da minha trajetória. Meu pai conseguiu transformar a história de vida dele e passou isso para os filhos. Então, ficamos com uma responsabilidade muito grande, principalmente eu, que sou o filho mais velho. Eu precisava levar um legado à frente, e o legado não tinha nada a ver com conquista material, mas com honrar as oportunidades que ele não teve. Eu era, com toda certeza, o que não poderia falhar. E esse peso eu acho importante porque hoje se fala dessa coisa de ‘não pode pesar’, de ‘os jovens terem que ter a sua liberdade’. Eu tinha liberdade, mas ela era controlada e foi muito importante para eu saber os meus limites, saber que eu tinha que honrar uma história familiar. Nossa família sempre teve um link muito forte com religião, espiritualidade, e seria um desapontamento total para mim eu não ’dar em nada’, no sentido de não ser capaz de sustentar uma família, porque o trabalho enobrece.


No mesmo evento, o doutor bateu na tecla sobre integridade, afirmando que o fato de seguir firme em seus valores fizeram-no recusar ‘entrar pela porta dos fundos’ em uma especialização médica de cirurgia plástica – reconhecida no mundo todo – com um dos ícones da cirurgia plástica mundial. Qual o impacto dessa decisão na sua vida e na sua carreira?

Essa foi uma opção de trabalho que eu tive. Foi um momento em que eu acreditei que tinha que fazer o que era certo e não aquilo que era simplesmente mais cômodo, ou aquilo que poderia até trazer, teoricamente, mais prosperidade para mim.



Você chegou a comentar que havia outras pessoas concorrendo à vaga e que decidiu recusar pelos seus princípios e valores, já que seu pai tinha um envolvimento de amizade com aquele profissional. Foi assim mesmo?


Claro que quando um médico tem um filho, sempre vão achar que o filho vai ser a sombra do pai. Para mim, isso nunca foi um problema, ser sombra de alguém que eu mais admiro na vida. Mas na história do meu pai, ele nunca foi apadrinhado por ninguém. E eu lembro que pensei: ‘E se algum candidato tiver um potencial grande, como o meu pai, por exemplo, e precisar dessa vaga mais do que eu?’. Não se tratava só de merecimento, e eu resolvi recusar e não tirar a vaga de ninguém. Houve também outras questões, até de acreditar que eu aprenderia mais em outros locais, sem o peso do nome. Eu precisava aprender, não apenas ter um currículo ou algo na minha parede. Eu tive que perceber muito rápido que era o resultado que falava mais alto. Eu costumo dizer que foi muita orientação divina. As coisas que aconteceram comigo não aconteceram de forma programada, eu não tinha essa maturidade na época para ter ideia de tudo isso, eu tinha um feeling. Não sabia exatamente o motivo, mas havia um sentimento alicerçado em ser mais correto. Eu nunca fui uma pessoa de ficar reclamando que algo não aconteceu. Eu sempre pensava: ‘Fiz a minha parte. Não aconteceu? Vou me dedicar mais”.


Em breve você poderá conferir a entrevista completa. Adquira a nossa terceira edição.

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