Por um triz: Até onde posso?

Foto: Adobe Stock


Volátil, incerto, completo e ambíguo. Essas palavras dão vida a um acrônimo em inglês, chamado: VUCA. Ele evidencia o que o mundo tem vivido nos últimos meses. A origem do termo está no universo militar, usado desde a década de 90, para descrever os cenários e contextos de guerra possíveis de serem enfrentados. A partir disso, era notável construir planos de contingência para agir de acordo com cada situação.


Depois do atentado de 11 de setembro, o cenário instável passou a ser não mais uma circunstância de guerra, mas a rotina que as forças de segurança deveriam enfrentar. E, segue até agora, quando esse termo passou a ser aplicado ao dia a dia de toda a sociedade.


O coronavírus veio como um divisor de águas, sendo um dos maiores e marcantes acontecimentos do século XXI. As empresas, grandes ou pequenas, trabalhadores, formais ou informais, estudantes, donas de casa, enfim, todos vivem incertezas e sabem que mudanças podem ocorrer a qualquer instante.


Quando dizem que não existe mais um mundo certo, com respostas únicas, não se trata de exageros. Estudos realizados, em todo o mundo, destacam tendências para o período de pandemia e pós. Consumo de conteúdo, compras pela internet, novos horários e formatos para o trabalho, prioridades e até a frequência com que as pessoas sairão de casa.


Para a Psicóloga Letícia Zanini, especialista em Carreira, Cultura e Comportamento, neste momento, os empreendedores precisam ter duas certezas: de que haverá mudanças e de que sentirão medo. “Em cenários incertos, é hora de reforçar potenciais, investir em inteligência emocional e flexibilidade cognitiva, que é a capacidade de pensar diferente do que já se pensou até o momento. O foco é na experiência do que se faz e como faz. Já passamos a era dos gurus, estamos na era das experiências e, para isso acontecer, não há outro caminho: atenção plena ao seu cliente”, alerta.


Setores alimentícios, delivery e focados em saúde mental tiveram busca e crescimento diante de outros como turísticos, eventos e serviços que, por hora, apresentam tendência de declínio. É fato que, na história da humanidade e dos ciclos empresarias e financeiros, existem curvas de crescimento e posterior declínio.


De que forma é possível se readaptar, redesenhar serviços ou produtos? Mantendo a calma e atenção. Não tome decisões baseadas no que você acha. Analise dados e informações para, depois, decidir qual caminho seguir. Se estiver em um cenário de crescimento, não fique parado. Avalie qual é o futuro do seu negócio. O que desejam seus clientes? Qual é o seu diferencial? Quais startups podem lhe ajudar com algo digital?”, sugere a profissional.


Incertezas

Das poucas certezas deste período, uma pode ser destacada: as pessoas buscam autenticidade ao se relacionar e, com isso, identificar uma marca que seja real e espontânea. “Coloque o seu DNA no que faz. Se ainda precisa identificar, responda: qual o impacto que você gera nos seus clientes antigos e atuais? Quando você sai de um lugar, o que as pessoas falam de você, da sua marca? Baseado nisso, você pode começar a revisitar o seu DNA, a sua marca, sua presença no mercado presencial ou digital”, sugere a psicóloga.


O novo normal

O que as pessoas chamam de novo “normal”, que nasceu de uma necessidade de sobrevivência, vem com oportunidades, mas, também deixa rastros negativos, que merecem atenção. O momento pode ou não fortalecer as empresas e equipes, tudo depende de como os líderes irão exercer a sua função e o que refletirá em resultados. “O momento por si só não fará nada, o que muda resultados e processos são as pessoas, no caso, como são conduzidas. A situação pede mais do nunca investimento na competência de liderança”, explica Letícia.


Coisas simples, que nem pensávamos a respeito, ganham, agora, uma nova dimensão. O fato é que não seremos mais como antes. O sofrimento, tanto das pessoas como das empresas, tem sido grande. E nem todos saem melhores de situações como esta. Números que desenham o cenário de ansiedade, depressão e estresse estão, também, em constante crescente. “Eu desejo sim que todos possamos sair mais confiantes em nossos potenciais, porque interferências sempre tivemos e teremos. Mas são nossos potencias que nos fazem encontrar as soluções para as adversidades, embora, muitas vezes, nosso foco é direcionado para o local errado, neste caso, para as interferências”, alerta a psicóloga.


Algumas dicas como se alimentar bem, ler boas notícias, dormir em quantidade adequada, ouvir música, interagir e encontrar novas formas de diversão são atitudes simples que podem entrar na nossa rotina e minimizar os momentos caóticos.


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