Redes sociais: um compromisso com a comunidade

Por Rejane Toigo

Foto: Weslei Torezan

Todos os dias, eu recebo mensagens de profissionais em busca das grandes oportunidades oferecidas pelas redes sociais. Construir um público fiel, conquistar autoridade, ganhar visibilidade e, claro, vender são alguns dos resultados mais cobiçados.


No entanto, um dos maiores erros que podemos cometer ao ingressar no universo digital com esses objetivos é acreditar que o Facebook, o Instagram ou o YouTube, por exemplo, vão nos proporcionar tudo isso sem que, antes, a gente ofereça algo em troca.


A verdade é que esse conceito unilateral de redes sociais já não funciona mais. E se é que algum dia funcionou, hoje, mais do que nunca, podemos dizer que as redes sociais deixaram de ser apenas uma oportunidade de negócio aos profissionais das mais diversas áreas para se transformarem em uma espécie de compromisso com a comunidade.


E como assumir esse compromisso?

Antigamente, para construir uma autoridade profissional, as pessoas dependiam exclusivamente da imprensa. Afinal, ela era a nossa única fonte de informação confiável. Nessa época, se um médico ou um advogado, por exemplo, escreviam para colunas de revistas e jornais, ou apareciam concedendo uma entrevista para o rádio ou TV, logo passavam a ser considerados referências em suas áreas de atuação. E estava tudo certo.

E ainda que o rádio, a TV e a mídia impressa continuem tendo sua importância dentro desse contexto, com a ascensão das redes sociais o poder de transmitir informações com alcance elevado deixou de ser uma exclusividade desses veículos, passando a ser uma possibilidade de todos. E é aí que mora o perigo.


Com mais informações circulando, surge a necessidade de se questionar a origem e a qualidade desse conteúdo, de separar o trigo do joio e distinguir o que é conteúdo útil daquilo que é apenas fútil e midiático. Ajudar as pessoas a perceberem essa diferença é a melhor forma que um profissional tem de assumir essa responsabilidade.


Compartilhar conhecimento é uma obrigação

Muitos profissionais ainda possuem uma falsa visão de que compartilhar conhecimento pode ser algo negativo. Vou usar a medicina, novamente, como exemplo. Para quem não sabe, além de uma formação acadêmica na área da saúde, hoje eu também tenho uma agência de marketing digital especializada na produção de conteúdo médico.


Na minha visão, e dos profissionais que trabalham comigo, as redes sociais proporcionaram não apenas ao médico, mas a todos dentro da área, uma possibilidade para que eles pudessem exercer sua verdadeira missão: ensinar as pessoas a não ficarem doentes. Mas tem gente que acha que compartilhar aquilo que sabe é o mesmo que perder a chance de vender e lucrar.


E é exatamente essa visão egoísta que separa os ‘homens dos meninos’, os bons dos maus profissionais.


Para o bom profissional, compartilhar conhecimento não é mais apenas uma opção. É uma obrigação!


E se você acredita no seu conhecimento e em uma verdade em relação à sua profissão, essa é a melhor forma de manter esse compromisso com a sua comunidade.


Ao fazer isso, você ajuda a evitar que as pessoas continuem sendo influenciadas por conteúdos irrelevantes e propagandas enganosas feitas por colegas que, muitas vezes, usam grandes quantidades de seguidores para esconder um conhecimento pífio. Aliás, quantidade de seguidores também já não é sinônimo de credibilidade há muito.


Mas falaremos sobre esse assunto em outra ocasião. Enquanto isso, você pode me acompanhar por meio das minhas redes sociais; nelas, falo todos os dias sobre marketing de conteúdo e outros temas digitais. Beijos e até a próxima!

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