Sucessão está polarizada entre Bolsonaro x Lula

Mas há espaço para uma terceira via.


Por Laércio Menegaz Júnior


A sucessão de 2022 está polarizada entre o presidente Jair Bolsonaro e o ex-presidente Lula. É o que podemos observar nos três cenários testados pela pesquisa Exame/Ideia Big Data. Outras pesquisas realizadas no mês de abril e maio seguem a mesma tendência. Chama atenção que os três pré-candidatos do PSDB – os governadores João Doria (SP), Eduardo Leite (RS) e o senador Tasso Jereissati (CE) – têm, hoje, o mesmo potencial eleitoral. Joao Doria está cada vez mais distante de sua sonhada candidatura.


Outro aspecto importante a ser pontuado é que, em que pese a polarização entre o bolsonarismo e o lulismo, há espaço para uma terceira via, já que cerca de um terço do eleitorado está localizado fora da polarização (soma das intenções de voto com os demais candidatos). Porém, não temos unidade no famoso “centrão”. O excesso de candidatos nesse campo a falta de posicionamento claro dos líderes dificulta a projeção de suas imagens nacionalmente.


Lula aparece com 33% das intenções de voto. O ex-presidente está tecnicamente empatado com o presidente Jair Bolsonaro, que registra 32%. O ex-ministro Ciro Gomes (PDT) tem 9%. O apresentador Luciano Huck (sem partido) soma 6%. O governador de São Paulo (SP), João Doria (PSDB), registra 4%. João Amoêdo (Novo) e o ex-ministro Luiz Henrique Mandetta (DEM) têm 3% cada. O apresentador Danilo Gentili (sem partido) registra 2%. Brancos, nulos e indecisos somam 9%.


Os candidatos mais rejeitados são Jair Bolsonaro e Lula (40% cada um). Em seguida, aparecem Doria (29%), Ciro (28%), Huck (25%), Moro (25%), Gentili (20%), Mandetta (18%), Amoêdo (17%), Tasso (16%) e Leite (11%).


Mudança Importante I

Temos o primeiro prefeito de capital fazendo mudança de partido. Sem alarde, Eduardo Paes, do Rio de Janeiro, saiu do Democratas (DEM) e filiou-se ao PSD. Ele já assinou a ficha partidária, mas prefere não realizar cerimônia de filiação num momento crítico de pandemia. Oficialmente, via assessoria, disse que está dedicado a questões da prefeitura e não partidárias. A mudança é a primeira mexida importante no tabuleiro para as eleições de 2022, quando Paes pretende atuar como um protagonista na montagem dos palanques para as disputas a governador e presidente no Estado. Ele deve ser seguido pelo ex-deputado Rodrigo Maia.


Mudança Importante II

Por falar em mudança, o atual presidente Jair Bolsonaro deve, também, escolher seu partido para disputar a reeleição. Desde que saiu do PSL, não definiu seu caminho rumo a 2022. Durante o mês de maio, as conversas devem ocorrer, e eu acredito que afunilará em três siglas: PATRIOTAS, PRTB e PMB (que está mudando o nome para Brasil 35). A definição da sigla é importante numa eleição presidencial, visto que cada Estado precisa montar seu palanque próprio, assim como definir e filiar seus candidatos a governadores, senadores e deputados, para que apoiem esse projeto. Além disso, a construção de uma identidade visual e de uma linguagem própria precisa de tempo para acontecer.




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