Uma carreira, por laine valgas

Foto: Davi Nascimento


Com um currículo que dispensa comentários, a capa de estreia da Vision Business destaca uma profissional autêntica, múltipla, humana, sem meias palavras, que espelha sabedoria e transcende luz. Laine Valgas: uma marca irretocável. A jornalista nos recebeu para um bate papo, durante o ensaio de fotos com Davi Nascimento e, entre um clique e outro, apuramos uma Laine que poucos conhecem. A mulher carismática que estamos acostumados a assistir na televisão tem muito mais a nos ensinar do que imaginamos. Teve uma infância e adolescência um tanto conturbadas. Sofreu bullyng, sentiu-se escrava “do mundo lá fora”, e quase perdeu a vida. Firme e decidida a encontrar um novo rumo, com propósito e sem tantos rótulos dessa sociedade que, muitas vezes nos massacra, ela se reconstruiu.


Quando surgiu essa nova Laine, que já tem uma trajetória de quase 27 anos no jornalismo?

Sinto-me uma nova Laine a cada dia (risos). Desde que me entendo por gente, sobretudo a partir da adolescência, sou interessada em me entender, em aprender sobre mim – e entender por que, muitas vezes, não me sentia bem na minha própria pele, não me gostava o suficiente, tinha uma autoimagem e autoestima bem prejudicadas.


Tive uma infância na qual me sentia inferiorizada, por ser gordinha – bullyng era algo muito recorrente, pra mim. E cresci, de alguma forma, preterindo a minha pessoa, deixando-me por último e fazendo tudo para conquistar a atenção e a aprovação das pessoas. Mas minha alma é a da liberdade e independência, e me incomodava me manter assim, tão escrava “do mundo lá fora”.


Depois de passar por um processo de bulimia e anorexia, em que quase perdi a vida, aos 17 anos, decidi me reconstruir. E essa reconstrução começou exatamente no ano em que me formei em jornalismo e comecei a trabalhar em TV – era janeiro de 1994. Meu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) já versava sobre “O peso de uma obsessão”, por meio do qual eu questionava por que as pessoas faziam tantas dietas para serem aprovadas pela sociedade. Sinto que a nova Laine começou a nascer exatamente ali.


De lá para cá (e lá se vão quase 27 anos!) venho me reconstruindo – o que ficou muito forte nos últimos sete anos, quando pedi autorização, a então RBSTV, para trilhar um caminho paralelo ao Jornalismo (no qual sempre tive, e tenho, o maior apoio) e me dedicar ao desenvolvimento humano – a estudos que me proporcionassem multiplicar às pessoas caminhos que levem ao autoconhecimento, ao empoderamento pessoal, à sua melhor versão, à autoestima elevada, à alegria de viver.


Senti na pele o quanto mora em nós o poder de ter a vida que sempre sonhamos (e até melhor!), por isso quero compartilhar com “o mundo” o quanto isso, de verdade, é possível e como podemos chegar lá. E quanto mais estudo sobre isso, mais quero aprender: chego agora a 14 formações nessa área: Life Coach, Professional Coach, Positive Coach e Neurocoach, além de especialista em Hipnose Clínica, Practitioner em PNL, pesquisadora de Física Quântica e transformação pessoal por meio da gratidão, estão entre elas.


Hoje, tenho a honra de ser uma empresária na área, comunicando às pessoas sobre aquilo que acredito tanto: o quanto a mente comanda a nossa vida e o quanto nós podemos comandar a nossa mente na direção daquilo que queremos.


A redescoberta dessa Laine, há 7 anos, agregou na carreira de jornalista, também? Completamente! Meu olhar ficou mais humano, mais empático, aprendi que meu jornalismo é o que se preocupa com o emocional e o bem-estar das pessoas, que tem propósito de tocar e transformar vidas. Sempre que posso, sugiro para o Jornal do Almoço quadros que ajudem as pessoas a se sentirem bem, a se inspirarem, a fortalecerem a imunidade emocional.



Sorte a minha contar com a parceria das minhas chefias nessas ideias. Os quadros mais recentes foram “Me conta a tua História”, no qual convidamos o telespectador a entender o quanto a sua caminhada pode inspirar pessoas, e o “Coronalívio”, por meio do qual pedimos que os telespectadores nos contassem, em vídeos, o que estavam encontrando de positivo, como estavam se recriando, mesmo num momento tão desafiador de pandemia.


O resultado? 51 mil vídeos recebidos, que me dão a certeza do quanto precisamos desse estímulo para treinar o nosso olhar àquilo de bom que nos acontece na vida, mesmo em meio às dificuldades.

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